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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Cultura em Debate - o que disseram

Veja o que saiu na imprensa e em blogs sobre o 'Cultura em Debate - Por uma Política Cultural Responsável', realizado no dia 8 de setembro, na Casa da Ribeira.

Blog da Abelhinha/Tribuna do Norte

Blog da Thaisa Galvão

Tribuna do Norte

Tribuna do Norte - caderno eleições

Nominuto - Rosalba

Nominuto - Carlos Eduardo

Diário do Tempo, por Sérgio Vilar

Blog do Dosol, por Anderson Foca

Artigo de Tácito Costa no Substantivo Plural

Blog Fator RRH - sobre Rosalba

Blog Fator RRH - sobre Carlos Eduardo

Matéria publica no Novo Jornal no dia 9/9/2010

Meio cultural cobra investimentos, por Franklin Jorge


NATAL FOI PALCO, ontem à noite, de um acontecimento histórico: a realização, na Casa da Ribeira, do primeiro debate no gênero, no qual os artistas sabatinaram candidatos ao governo do estado sobre
o que pretendem fazer pela cultura do estado. A grande ausência foi a do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), cuja cadeira permaneceu vazia durante todo o evento. Sequer ele se desculpou pela desatenção nem mandou representante.

Compareceram Rosalba Ciarlini (DEM), disparadamente a favorita nas pesquisas de opinião, e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), que abriu o debate em sorteio conduzido pelo jornalista e blogueiro Tácito Costa, mediador do evento.

Carlos Eduardo trouxe consigo uma Carta Compromisso, da qual leu alguns trechos durante os dez minutos concedidos aos candidatos para a auto-apresentação. Nele, o seu projeto de governo numa área que considerou “rica e carente, por falta de visão dos gestores.” Consta do Plano Estadual de Cultura a criação de uma Secretaria da Cultura que se empenhará na democratização e acesso à cultura em todas as regiões do estado. Seu projeto está disponibilizado no site www.carloseduardo12.com.br.

Rosalba ressaltou em sua apresentação que não tem nenhum receio de ousar e por isso criará o Fundo Estadual de Cultura, destinando-lhe 1% do ICMS, o que hoje representa nada menos do que 30 milhões, sete vezes mais do que o atual governo destina à cultura.

Ambos prometeram autonomia à política cultural, sem ingerência política ou “politicagem”, no dizer de Carlos Eduardo. Ambos se afadigaram em disputar quem fez mais pela cultura quando prefeitos, Rosalba, de Mossoró; Carlos Eduardo, de Natal.

O ponto alto do debate foi a intervenção da jornalista Michelet Ferret e do ator Henrique Fontes, que, dirigindo-se aos dois, deixaram bem claro o fracasso da atuação dos governos nessa área. Disse Michele que as 45 Casas de Cultura, criadas pela ex-governadora Wilma de Faria e Iberê Ferreira de Souza “estão totalmente falidas, algumas até viraram postos de venda de produtos da Avon e da Natura”.

Henrique quis saber como os projetos dos candidatos vão ser implantados. Ele destacou que não pode haver resultados sem uma articulação entre educação e cultura e considerou os Conselho Estadual e Conselho Municipal de Cultura um verdadeiro “desastre”.

Nenhum gestor de cultura se fez presente, exceto a professora aposentada Isaura Amélia Rosado Maia, que ocupou em passado recente a direção de todos os órgãos de cultura, do município e do estado.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Artigo de Alex de Souza sobre o Cultura em Debate

Apenas um Pitaco
Por Alex de Souza

Acho que até Iberê está careca de saber (desculpe, nunca resisto a essa piada) que o debate sobre cultura com os candidatos ao governo será nesta quarta-feira à noite. Participam os três mais bem postos à mesa: além do supracitado, tem ainda Rosalba e Carlos Eduardo. Será na Casa da Ribeira e coisa e tal (aqui).
Fui até convidado pelos dois grupos que estão organizando a parada, a Revista Catorze e o Núcleo de Jovens Artistas (valeu, caras!), mas não vai dar para estar em Natal no dia. Isso não significa que eu vá perder a chance de dar um pitaco sobre uns dois ou três assuntos interessantes sobre os quais os candidatos poderiam falar.

Aliás, antes disso, lembrei de um assunto que não me interessa nem um pouco: festa. Até porque tenho certeza que os três reis magos vão falar tanto de festa, que me daria vontade de colocar um cocar de penas e começar a sambar. Geralmente quem vem com esse papo não tem uma visão sobre cultura que vá muito além disso. Beleza: festa é bacana, todo mundo gosta e uma ruma de gente tira um troco com elas. Mas se for assim, que tal sugerir um calendário de eventos consistente, que contemple as diferentes regiões do estado, com regras claras para concessão de apoio público a cada iniciativa? De preferência, contemplando as diferentes tendências, gostos e estilos. Só se fala em porra de auto. Sinceramente. Por que não festivais regionais de teatro, colocando os artistas para circular, promovendo a formação deles e de novos pelo intercâmbio e pulverizar a audiência (mas por favor sem matar o povo), apresentando em escola, teatrinho, casa de cultura e o escambau? Pelo menos assim, agrada àqueles com visão meramente utilitarista da cultura e faz algo de futuro pela classe.

Eu queria muito que alguém me dissesse o que diabos vai fazer com a Fundação José Augusto, esse bode antediluviano atravessado da sala ao quintal. Além de uma estrutura sucateada e funcionários desestimulados, um esquema de desvio de verbas públicas montado na Casa Civil do governo Wilma de Faria por gente de boa família conseguiu piorar o que já era muito ruim bote aí uns 20 anos.
Não bastasse a dotação orçamentária vergonhosa, a FJA terminou soterrada por uma burocracia brutal. Se você aliar isso à incompetência administrativa dos atuais gestores, dá para entender o atual estado das coisas por lá. Como todo governante com mandato novinho adora uma reforma administrativa, que tal sugerir o compromisso de uma mudança radical naquele buraco, de preferência que garanta autonomia administrativo-financeira ao órgão? É o único modo de se ter planejamento, o que duvido já haver existido na FJA.

A atual gestão ao menos criou câmaras setoriais. Tudo bem que elas não funcionam a contento e estão esvaziados (também, já pensou passar dois, três meses discutindo a criação de um edital e não ver o bichinho sair da toca dois anos depois?). Mas são espaços ideais para discutir ações para cada expressão artística ouvindo àqueles que as fazem: eu, você e aquele outro cara esquisito ali do lado. É disso que precisamos: de espaço para sermos ouvidos e levados em consideração. Aí as coisas acontecem.


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Aproveitando o gancho anterior, apresento minha crítica também ao evento em si. É louvável propor uma discussão que trate exclusivamente de cultura. Sou um cara novo, mas como tem eleição de 2 em 2 anos nesta birosca, já vi algumas campanhas e não lembro de nenhuma deste tipo promovida anteriormente. Mais uma vez parabéns à galera que propôs e organizou.
Mas debate é um troço que já era. Tem um apelo apenas midiático. E nem o povão mais curte, é só reparar nos índices de audiência dos promovidos pelas tevês. Além de vir com umas regras chatas, que limitam as falas dos candidatos.

Num lugar com 160 lugares, somos (teoricamente) um público qualificado que entende (teoricamente) do tema. Se for para falar de cultura, deixem os caras falarem. Quero escutá-los, retrucá-los, redargüi-los. Fabrício Nobre e sua turma, lá em Goiás, promoveram encontros individuais, sabatinas, com os candidatos ao governo.

É muito fácil encarar as notórias nulidades da política potiguar discutindo cultura por 5 minutos. Queria ver elas trocarem uma ideia conosco por 2 horas, sozinhas, como elas adoram fazer com empresários e comerciantes.

Seria também uma forma de discutirmos uma política cultural, da qual somos tão carentes. Até porque não lembro de, em momento algum nos quatro anos que antecederam esta eleição, ter ouvido falar de algum grupo político que convidou alguma entidade representativa da classe artística para discutir ou formatar um esboço de programa de governo. Coisas de uma democracia de espetáculo, aquela que precisa de hora marcada e autorização da justiça para acontecer.


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Essas mal traçadas acima são também uma resposta com mais de 140 caracteres para a jornalista Ramilla Souza, com quem tive o prazer de conversar rapidamente ontem à noite sobre política. Nos últimos anos tenho até me esforçado para votar num ou outro candidato a cada eleição. Mas sou a favor do voto nulo. Se você não curte viajar pro exterior, sou a favor de não ir nem lá pr’essa babaquice que é ‘justificar’ o voto ou teclar números não-cadastrados. Acho até mais complicado justificar o voto em certas criaturas do que não querer sair de casa para votar nelas.

Mas isso não signifique que despreze a política. Estou, sim, rodriguesneteando para esses caras que acham que fazem política e suas estruturas viciadas de poder. Faço política olhando criticamente para as ações deles e de seus apaninguados, trocando idéias com meus semelhantes aqui e acolá em alguns artigos, faço política quando escrevo meus continhos de ficção científica. Aí, aqueles que se importam com os ‘canais institucionais de representação democrática’, como você, Ramilla, os meninos do Núcleo de Jovens Artistas, a turma da Revista Catorze, e tantos outros grupos organizados e atuantes, podem dialogar comigo e com quem mais tiver afim, sobre como podemos mudar as coisas.

Fonte: Substantivo Plural

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Matéria sobre o NJÁ na Tribuna do Norte

A escritora Clotilde Tavares há dez anos realiza o projeto “Devorando Shakespeare”, com o propósito de fazer aquilo que o nome do projeto sugere. Desta vez o trabalho de Clotilde será realizado em parceria com o Núcleo de Jovens Artistas. Hoje, a atividade tem início às 15h, no Museu Câmara Cascudo. O texto de Shakespeare escolhido para esta edição do projeto é Macbeth.

No início dos trabalhos está prevista uma sessão de perguntas e comentários sobre a peça e, em seguida, a exibição do filme de mesmo nome, do diretor Roman Polanski.

Macbeth é uma tragédia que conta a história de um regicídio e suas consequências. É a tragédia de William Shakespeare mais curta e acredita-se que tenha sido escrito entre os anos de 1603 e 1607. Na Inglaterra, onde foi criada, Macbeth é tido como um texto amaldiçoado e seu nome não é mencionado em voz alta, uma vez que a peça é envolta em uma atmosfera sombria.

O Devorando Shakespeare é mais um desafio para o grupo dos Jovens Artistas, que nasceu no final do ano passado e começou a atuar no início deste ano. O grupo é atualmente composto por artistas que desejam debater a constituição das políticas públicas relacionadas à cultura no estado. O grupo se reúne todos os sábados na Casa da Ribeira, a partir das 9h. “O grupo está aberto para receber artistas de música, dança, teatro, artes visuais. Aberto a qualquer pessoa que se interesse em conhecer os encaminhamentos culturais da cidade e busquem qualificação artística”, disse Thiago Medeiros, um dos integrantes do grupo.

Apesar dos vários encontros, não está claro para o grupo, o posicionamento dos órgãos que representam a cultura no município e no estado. “Um dos pontos principais em nossas reuniões é a criação de uma secretaria de cultura para esta cidade. A fundação capitania das artes, nem a fundação José augusto não suprem as demandas culturais”, disse Thiago.

Mas o grupo não resume as suas atividades à análise crítica das políticas públicas de Natal. Eles investem na qualificação dos artistas, como ciclos de leituras, palestras e oficinas, além de contribuir para a formação de público, fazendo espetáculos acessíveis e preços populares. O espaço está aberto para novos artistas, tanto que o Devorando Shakespeare está aberto para o público de diversas áreas.

O próximo evento promovido pelo grupo é o I Ciclo de Leituras Dramáticas, que vai acontecer no Instituto Câmara Cascudo


Publicada em 22/05/2010 no jornal Tribuna do Norte

sábado, 1 de maio de 2010

ERRATA

No último dia 20 de abril, o Novo Jornal veiculou matéria de uma lauda sobre o Núcleo de Jovens Artistas, intitulada "Núcleo de Jovens Utópicos". No subtítulo da reportagem, afirmava-se que o NJÁ foi criado porque se sentia lesado pela Fundação Capitania das Artes. Segue abaixo errata à matéria jornalística.

"O Núcleo de Jovens Artistas (NJÁ) não foi lesado pela FUNCARTE em nenhum momento. O grupo surgiu após encontros de movimentos político e artísticos da cidade, no início de 2010, ao perceber a precariedade da conscientização política da juventude potiguar e da necessidade de os jovens grupos dialogarem e trocarem experiências e linguagens.

Fazia-se necessário que os jovens compreendessem a história dos grupos e artistas da cidade e como funcionam as políticas públicas, a fim de poderem argumentar conscientemente e, dispondo de seus direitos, articularem-se mediante o funcionamento dessa engrenagem política. O NJÁ, então, surgiu como um importante instrumento para essa compreensão e troca artística.

O Núcleo não tem partido. Acreditamos num trabalho coletivo que dialogue com os demais artistas, as instâncias públicas e com a sociedade"


Clique nas imagens para ler a matéria.